quarta-feira, 28 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
Estudo com Irmã Teresinha Sotopietra
Estudamos com a Irmã Teresinha Sotoprieta do dia 06 até 12 de julho foi ótimo. Nós estudamos sobre a Forma de Vida dos Irmãos\ãs da Terceira Ordem Regular e sobre nossas Constituições.
Tivemos dois aniversário: de María Luz e da Iria Minosso.
As dimensões do ser Irmã Catequista Franciscana nas partes do corpo:
- Os olhos: Olhar crítico na visão Cristológica.
- Os ouvido: Ouvir o clamor do povo.
- A cabeça: Deve estar voltada para o mistério do Verbo Encarnado.
- A boca: Para proclamar a Boa Nova, anunciar e denunciar.
- O coração: Despojado, ter os mesmos sentimentos de Jesus.
- As mãos: Aberta para dar e receber, servir, trabalhar, acariciar.
- Os pés: no chão da realidade, a caminho.
Experiência de Catequese com Surdos

sexta-feira, 23 de julho de 2010
I Semana da Cidadania
Ontem tivemos a abertura da Semana da Cidadania na Diocese de Itabuna, no auditório da UESC, com a presença de várias comunidades, as pároquias com suas caravanas, demostrando o anseio do povo por uma vida mais participativa nas questões sociais. A messa foi composta pelo nosso Bispo diocesano, D. Ceslau, D. Dimas e representantes da sociedade.
Neste primeiro dia, tivemos uma palestra com D. Dimas ( secretário da CNBB), que falou sobre o tema: "Discipulos e Servidores da Palavra de Deus e a Missão da Igreja no mundo". Baseando-se no documento de Aparecida e na última Assémbléia da CNBB, tendo como eixo a centralidade da Palavra de Deus. Falou da importância da Bíblia na mão do Povo, de dar condições para as pessoas compreender a Palavra, estudo, reflexões. Salientava que a Biblia é a Palavra de Deus e está em contato com ela, estamos entrando em contato com o próprio Jesus. Reforçava que através da Palavra vamos fazendo a nossa adesão a Jesus. O que o documento de Aparecida nos apela.
Dizia que precisamos resgatar o diálogo entre fé e razão, a razão está em crise. Fé e razão tem que caminhar juntas . Resgatar ainda, o diálogo do Científico com o senso comum. O senso comum não é a falta de conhecimento, ambos tem valor importantes, realizar ações para o bem comum.

Ir. Marisa Ribeiro do Amaral
terça-feira, 20 de julho de 2010
Obrigada pela sua Amizade
muitas pessoas passaram por mim,
dia após dia.
Mas somente algumas dessas pessoas,
ficarão para sempre em minha memória.
Essas pessoas são ditas amigas,
e as levarei para sempre em meu coração,
às vezes pelo simples fato de terem
cruzado meu caminho,
às vezes pelo simples fato de terem dito
uma única palavra de conforto quando eu precisei.
Às vezes por ter me dado um minuto de sua atenção,
e me ouvido falar de minhas angústias,
medos, vitórias, derrotas...
Às vezes por terem confiado em mim,
e me contado também seus problemas,
angústias, vitórias, derrotas...
Isso é ser amigo/a: é ouvir, é confiar, é amar.
E amigos/as de verdade,
ficam para sempre em nossos corações,
assim como as pegadas na alma, que são indestrutíveis.
À você meu amigo/a:
você é muito especial e importante para mim.
Eu te adoro muito.
Sua amizade para mim tem um valor enorme,
e nada que eu possa dizer à você,
pode ser tão especial ou mais significativo
do que sua amizade para mim.
Feliz Dia do Amigo/a!
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Retiro em Jequitibá- Mundo Novo/BA
O retiro em Jequitibá- Mundo Novo/BA, realizado nos dias 13 à 17 de julho de 2010, foi um tempo de graça, renovação e encontros. Tranquilidade, excelente infra-estrutura, lugar aconchegante. O cenário ideal e local agradável para retiros, estar em contato com a natureza e com todo o ambiente que o Mosteiro proporciona.
As irmãs e noviças tiveram o privilégio de ter a Ir. Terezinha Sotopietra como orientadora do retiro, cheia de sabedoria e guiada pela inspiração divina, levou as retirantes a mergulhar no tema do retiro “os encontros”. Dizia que “para um profundo encontro é necessário um profundo silêncio” e “nada de novo nasce, a não ser a partir do silêncio”. 
Assim, foi nos levando a fazermos o encontro conosco mesmo, o encontro com os pobres, o encontro com os leprosos, o encontro com Cristo, o encontro com os irmãos e irmãs, encontro com toda a criação e a renovar a nossa opção buscando o nosso ponto de partida, tendo como fundamento principal os vários encontros realizados por Francisco e Clara de Assis. Com muita serenidade vivenciamos este tempo de retiro com celebrações eucarísticas, presidida por D. José, o abade do Mosteiro,
muito amigo e irmão das irmãs, tivemos momentos de reflexão, exposição do tema pela Ir. Terezinha, reflexão e oração individual e celebrações orantes em grupo. Cada dia tinha uma equipe responsável que nos ajudava a rezar junto com nossa orientadora. 
Tivemos a celebração do Dom da Vida da Ir. Terezinha e das demais aniversariantes do mês de julho: Irs. Iracema, Iria Minosso, Gema e a noviça Maria Luz.
Encerramos com a celebração de envio a nossa missão e fomos ungidas pela nossa orientadora Ir. Terezinha, com óleo de nardo, para sermos perfume junto ao nosso povo.Agradecemos à sintonia e prece de todas as pessoas amigas.
Marisa Ribeiro
domingo, 11 de julho de 2010
I Semana da Cidadania
A Semana da Cidadania tem o objetivo de fazer com que cada cristão possa descobrir e desempenhar sua Missão na Igreja e na sociedade ajudando os excluídos e necessitados, exercendo seu papel de evangelizador para que estes excluídos possam ser “incluídos” (Mt 25, 35-42). Levando a cada um deles o plano de salvação que é para que todos os que n’Ele crêem tenham o direito de vida, e vida em abundância (Jo 10,10).
O tema “Cidadania, Missão do Cristão”, foi escolhido com a finalidade de reafirmar o que nos diz o Documento de Aparecida: “Todo o povo de Deus é chamado a ser discípulo missionário de Jesus Cristo, cada um no serviço específico que escolheu ou que lhe foi confiado (leigos, padres, bispos, operários, lavradores, empresários…). Discipulado e missão conferem identidade e comunhão na diversidade dos serviços específicos.”
Na abertura da Semana no dia 22 de julho, no Auditório da UESC, o destaque é a presença de Secretário Nacional da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, que nos falará sobre o tema “Discípulos e Servidores da Palavra de Deus e a Missão da Igreja no mundo”. No encerramento as Paróquias participantes, comandadas pelo bispo diocesano Dom Ceslau Stanula, apresentarão as atividades desenvolvidas durante a Semana, relatando sua experiência, as quais servirão de base para a elaboração do Documento Final da Semana da Cidadania Diocesana.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Povo Romeiro
Esperança que flui da luta do Povo

Fiz-me romeira com os/as romeiros/as da Diocese de Itabuna, após vários convites e apelos, decidi acompanhá-los em mais uma Romaria da Terra e das Águas, em Bom Jesus da Lapa.
Saímos dia primeiro de julho, á noite com um ônibus e fomos colhendo romeiros pela estrada que corta nossa diocese. Uma viagem alegre de partilha de vida, de farofa, saberes, respeito, atenção e cuidado. Pessoas idosas, adultos, jovens e crianças, um grupo bem diversificado. Alguns pertencentes a movimentos sem terra, indígenas, CPT, CIMI, CEBs e outras pessoas que acompanha e apóiam a luta na região. Senti junto a este grupo um carinho muito grande, ficam alegres por estar caminhando com eles, que escuto os seus gritos, eles me vê como alguém da Igreja que dá atenção a eles, que caminha junto.
Ao chegarmos a Bom Jesus da Lapa, fomos nos organizando enquanto grupo, orientando que foi a primeira vez e nos alojando na Rancharia. Tivemos o dia todo livre para andar, conhecer, rezar, pagar as promessas... tempo para assistir a derrota do Brasil na Copa, tristeza...chororó... mas o consolo veio no dia seguinte, quando os hermanos tomam 4 gol, então voltam de 4 para a Argentina.Continuamos em nossa Romaria dividindo o grupo para as plenarinhas, cada um recebendo uma fitinha para identificar com os demais participantes. Ao chegar o horário da abertura da 33ª Romaria da Terra e das Águas, fomos para a Praça Cruzeiro de Santa Luzia, nos juntando aos romeiros seguimos para a Esplanada do Santuário onde foi realizada a missa de abertura do evento celebrada pelo bispo da Diocese da Barra, D. Luiz Cappio. Suas sábias palavras encantam e anima o povo. Esta frase proferida por D. Cappio “O amor de Jesus se dirige de modo especial aos pequenos e a visita que fazemos ao Bom Jesus deve ser um compromisso que assumimos de nos mantermos unidos pelas lutas do povo”, me soou como um apelo e um propósito de vida.

Diante daquela multidão que se perguntava “Terra Mãe para onde vamos?” (tema da romaria), era visível o desejo que precisamos mudar, precisamos nos organizar, precisamos somar...
vislumbrava-se que um outro mundo é possível.
Pois, vários gritos foram expressos, como dos Moradores de Cabrobó (PE), na região do afluente Pajeú, Ana Maria Callou e Valdenis Brito contaram, de maneira emocionada, a triste experiência que estão vivendo. Valdenis faz parte da comunidade quilombola Jatobá e já começa a perceber problemas sérios nos cultivos de cebola, uma das principais culturas da região. “Antes colhíamos duas safras por ano. Desde que iniciaram as desapropriações de terra, isso não acontece mais.”, lamenta. Morando a três kilômetros do canal da Transposição, Valdenis não acredita que terá acesso a água e lamenta as desapropriações que estão acontecendo. “Será que eles pensam que é só indenizar? Que a casa onde as pessoas moraram não tem valor?” questiona. “Quando a máquina passa pelas nossas casas destrói a nossa vida”, finaliza. Assim fica visível que agora temos os atingidos pela transposição do Rio São Francisco. Outro grito forte citados foi a suspensão das ações e anulação de processos de regularização dos territórios quilombolas e as ações possessórias, pelo poder judiciário. No executivo, a dificuldade reside na morosidade e burocratização dos processos. No legislativo, a bancada ruralista atua na tentativa de retroceder direitos adquiridos.
Outro grito forte foi feito pelos sem terras que destaca uma das principais dificuldades levantadas pelo plenário foi à intensa criminalização dos movimentos sociais pelo judiciário, meios de comunicação e governos executivos e legislativos. Como principais desafios da luta pela Reforma Agrária foram destacados: a necessidade de unificação entre os movimentos do campo e da cidade, a construção de uma educação contextualizada e libertadora e a desconcentração das terras e das águas.
Outro grito apresentado foi à defesa dos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga como Patrimônio Nacional, como estacava a Índia Tupinambá D. Maria “todos precisamos cuidar das nossas matas, não só o índio”. A juventude também soltou o seu grito através do seguinte refrão, “Vamos juntos gritar girar o mundo chega de violência e extermínio de jovens”, frase esta deixada pelo Pe. Gisley a juventude do Brasil. A CEBs também destacou a frase pronunciada por D. Moacyr Grechi no 12º Intereclesial, “Gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares não importantes, conseguem fazer mudanças extraordinárias” e destacou três compromisso: A defesa da vida; Assumir uma nova postura de vida e o Profetísmo. Percebi nestes gritos o desejo de quem quer fazer acontecer o novo, novo modelo econômico que distribua renda e que privilegie os investimentos públicos nas áreas sociais, que combata da desigualdade social, que faça uma reforma agrária e política profunda e radical, que devolva ao povo o direito de decidir e, também, por uma soberania nacional que garanta os interesses do povo brasileiro sobre nossa economia, território, riquezas e biodiversidade. Percebi um povo de fé, que não esmorecem diante das dificuldades, dos desafios, das injustiças, das ameaças, prisões... mas continuam de cabeça erguida. Como dizia a Índia D. Maria
“Quem nos vê sorrindo, não sabe o sofrimento que estamos passando”. Podemos nos perguntar mesmo, como está mulher consegue sorri com três filhos e um netinho na prisão? Foram muitos testemunho e lições de vida vivenciadas nestes três dias. Pessoas idosas que participaram da via-sacra, caminharam o longo percurso de mais de duas horas, e estava vibrando no final. D. Miriam do Morro do Chapéu, pulava parecia uma criança, Ivanete, Marieta, Madalena, Nita Reinaldo... Como foi bom encontrar tantas pessoas amigas da diocese de Irecê, e de tantos outros lugares. As nossas irmãs: Santa, Tere, Iria e as noviças que caminha com este povo de Deus.
Como diz Sebastiana, “É bom à gente tomar um banho de povo”, de fato na romaria acontece isso mesmo. Como esquecer de D. Maria de Mascote, com 79 anos, firme na luta pela terra, vivem num acampamento, D. Jucélia nossa cantora que animou nossa viagem, Seu Dionísio que foi contando os mata burros da estrada (lombada), D. Lurdes que está presente em todas... Valderlei da CPT que se dedica e organiza para levar os/as trabalhadores/as na romaria. 33ª Romaria da Terra e das Águas
"Romaria da terra faz o povo reunir, numa luta sem guerra nós lutaremos por ti...”. Esta canção entoada por cerca de cinco mil romeiros na tomada do Santuário de Bom Jesus da Lapa, marcou a abertura da 33ª Romaria da Terra e das Águas no dia 2 de julho de 2010. Partindo da Praça Cruzeiro de Santa Luzia, os romeiros seguiram para a Esplanada do Santuário onde foi realizada a missa de abertura do evento celebrada pelo bispo da Diocese da Barra, D. Luiz Cappio.
A homilia proferida por D. Cappio mostrou porque a Romaria da Terra e das Águas é um momento de fé e luta. Ele lembrou o tema da romaria “Terra mãe, para onde vamos?” e criticou o avanço de grandes empreendimentos econômicos que degradam o meio ambiente na região. “O progresso é para quem? As riquezas vão para as mãos de quem?”, questionou.
D. Luiz também falou da importância da Romaria para as lutas sociais realizadas no estado. “O amor de Jesus se dirige de modo especial aos pequenos e a visita que fazemos ao Bom Jesus deve ser um compromisso que assumimos de nos mantermos unidos pelas lutas do povo”.
A importância do povo organizado para as conquistas também foi lembrada por D. Cappio. Ele enfatizou os bons resultados de campanhas anteriores, como o Projeto de Lei contra a Corrupção e a mais recente Campanha Ficha Limpa que obteve 1 milhão de assinaturas. “Quando o povo quer, se une e consegue”, finalizou.
Após a homilia de D. Cappio, foi feito o lançamento estadual da Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra por Paulo Demeter, da FASE - Solidariedade e Educação e membro da Coordenação Estadual da Campanha. De acordo com Demeter, a campanha pretende mostrar e mudar a desigualdade que há no Brasil com relação à propriedade da terra. “Há poucas pessoas com muita terra e milhares de brasileiros sem ou com pouca terra. Então, o objetivo desta campanha é mudar essa realidade e democratizar a propriedade da terra”, afirmou.Além da questão da terra e dos problemas ecológicos, a abertura da Romaria também debateu a importância do voto consciente nas eleições que devem acontecer em outubro. Esses temas foram aprofundados nas discussões que acontecem no sábado de manhã nos sete plenarinhos da Romaria: Reforma Agrária, Biomas, Quilombos, rio São Francisco, CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), Política e Juventude.
Iniciamos as atividades do sábado as 5h30, com o grande louvor a Mãe Maria com o oficio a Nossa Senhora, animado por grupo de Jovens, cantado por mais de duas mil vozes dos romeiros, manifestando sua fé na mãe que acompanha e protege seus filhos e filhas.
À tarde do sábado continuou com as confissões dos romeiros/as, como muita participação e vários padres e bispos se dispuseram para ouvir a povo. Em seguida houve a via-sacra pelas ruas da cidade, acompanhada das cruzes dos romeiros e a imagem de São Francisco Peregrino
A primeira foi em frente a Câmara dos Vereadores, lembro que neste local onde são feitas as leis que rege a vida do povo, foram lembrados os sinais de morte presentes em nosso meio. A segunda parada foi em frente à Delegacia de Policia, lembrando as prisões arbitrárias que aconteceu com alguns companheros/as de luta. Foi lembrando a resistência do povo, de pessoas que nos inspira a lutar por uma vida melhor, com Ir. Dorothy, Dra Zilda, Pe. Ezequiel, D.Cappio... E a terceira para foi em frente ao Fórum, onde são executadas as leis, e muitas vezes injustas, principalmente aos companheiros da luta pela terra que foram presos recentemente. Em cada parada teve reflexões, apresentação de teatros e manifestações e lembranças dos companheiros que sofreram repressão, mas continuam na luta. Encerrando com a benção proferida por D. Cappio com a imagem de São Francisco.A noite foi realizada a noite cultural organizada pela PJMP de Bom Jesus da Lapa, momento de desconcentração e integração dos/as romeiros/as.
O domingo iniciamos com a Missa da Ressurreição, no romper do dia, presidida por D. César, bispo da Lapa. Lembrando a grande solenidade da festa de São Pedro e São Paulo, grandes colunas da Igreja e os 30 anos do martírio de D. Romero na luta e defesa do seu povo.
Logo em seguida, foi realizada a grande plenária, onde cada plenarinho socializou as discussões feitas, os desafios e os compromissos assumidos. Encerrando com a celebração de envio e a troca dos símbolos entre os/as Romeiros/as.


Caminhando e nos encontrando




